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O ‘lua preta’ de Lessa

A semana promete fortes emoções para o ex-governador Ronaldo Lessa, que vê em Renan Calheiros o ‘lua preta’ que eclipsou o seu projeto político para 2008-2010. Lessa ainda não esbravejou o nome do senador na mídia, mas nem precisa. É público e notório que ninguém no PMDB de Alagoas não dá um passo sem o aval do ex-presidente do Senado.
O advogado José Costa promete para essa segunda-feira ir até a PF apresentar as provas que, segundo ele, ligam Lessa ao esquema de corrupção na ALE. O blog arrisca aqui dois palpites:
a) Costa vai entregar à PF um dossiê bomba, repleto de provas incontestáveis e bem escabrosas;
b) O advogado vai apresentar o “óbvio oficial”, ou seja, documentos de época como empenhos, leis, portarias, valores dos repasses dos duodécimos… (Lembra do quão “produtivo” foi o depoimento do ex-procurador Mendes de Barros?)
Se não der em nada, pelo menos serviu para atordoar o ex-governador, que, oportunamente, andava quieto demais. Talvez agora ele explique o porquê de um duodécimo tão elevado para o Legislativo no período em que esteve à frente do governo.
Ainda se não der em nada (de grandes proporções), o escândalo também terá servido para mostrar que Renan está de volta à politicagem. Um dos sinais emitidos pelo senador nesse sentido está na edição de março da revista Folha da Barra. Quem teve a oportunidade de olhá-la, viu vários prefeitos reunidos com o senador numa publicação aparentemente comprada – da primeira à última página.
Add comment Março 24, 2008
Abílio vai às compras
Desde o fim do governo Lessa que pouco – ou quase nada – se fala sobre alguns membros do antigo alto escalão do Estado. O ex-vice-governador Luis Abílio é um deles. Longe do poder, Abílio foi visto no último sábado fazendo feira no Extra. No carrinho, nada além do substancial: arroz, feijão…
Mas têm ex-secretários que preferiram mesmo ir às compras de um modo mais, digamos, nebuloso. Gente que comprou restaurante semi-falido em Maceió e colocou nas mãos de “laranjas”.
Gente que montou empresa em Pernambuco e registrou o negócio no nome da mulher (vai ver porque dá sorte, né). Gente que também adquiriu uma chopperia e manteve o nome fantasia só para não levantar suspeitas.
Para esse pessoal, por enquanto anônimo, o carrinho deve transportar muito mais que quilos de arroz e feijão.
Add comment Outubro 1, 2007



