Archive for Janeiro 25th, 2008
O exemplo de Magé
O povo de Alagoas parece ter muito o que aprender com a população da cidade de Magé, no interior do Rio de Janeiro. Lá, o Ministério Público Estadual e a Polícia Civil desmontaram uma quadrilha que se locupletava às custas da prefeitura do município havia tempos (confira aqui).
O caso é mais um desses que a gente já está cansado de ver. Não fosse apenas um detalhe: os moradores compareceram em peso na frente da prefeitura para vaiar e hostilizar os acusados, naquela altura já de reluzentes algemas nos pulsos.
O mesmo não se pode esperar dos alagoanos. Vide a Operação Taturana. No dia em que a PF promoveu uma devassa na sede provisória da Assembléia Legislativa, o único aglomerado de curiosos em frente a Associação Comercial era de jornalistas – que, por força da profissão, vibravam silenciosamente.
A outra parcela da população preferiu algo mais light, como buzinadas rápidas na frente da sede da PF. E olha que aguardava-se há muito uma operação da Polícia Federal no Legislativo.
Podem até dizer que “Magé é uma pacata cidade do interior, enquanto que Maceió é uma capital”. Pode até ser. Mas prefiro continuar me espelhando no exemplo do pessoal de lá.
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Força Nacional: tem mas acabou
Não são raros os casos em que o governo federal faz uma autoridade de algum Estado de besta. Com Alagoas não seria diferente, ainda mais administrado por um tucano. O “pato” da vez foi o governador Téo Vilela, tadinho, que foi à Brasília cheio de boas intenções para a área de segurança pública e voltou de lá com a promessa de míseros 100 homens da Força Nacional (Pior: 100 que ainda podem virar 50).
Se o regulamento do blog permitisse, o ministro Tarso Genro seria forte candidato ao Sem Noção da Semana. Mas a comenda só vale para non senses locais, nativos da República da Jaca Mole.
A “ajuda” do Ministério da Justiça também poderia ser interpretada como um “se virem, a insegurança e a greve são problemas de vocês”. Só faltou oferecer um desses cursos gratuitos à distância para os policiais alagoanos.
Mas isso seria uma deselegância do petista. Assim como também seria falta de educação o governo de Alagoas recusar o envio da “tropa” da Força Nacional. É uma situação como a da visita que vem à nossa casa, prova uma sobremesa, gosta, mas tem vergonha de pedir mais um pouco.
No final de tudo, restaram dois governos equivocados: um por fazer ouvido de mercador para a crise alheia, não dando sequer destaque à reunião na página do ministério na internet; e o outro pelo conformismo.

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